Viagens ao Inconsciente


10/04/2010


Sempre que fico mais assim recorro a infância. Isso vem de forma muito natural, não é uma prescrição. Carrego em mim a minha infância sem ser infantil. Gosto de brincar. Vejo algo mágico no brincar. Gosto de ver crianças brincando. Não tanto de jogos virtuais, mas daqueles jogos mais simples: bola de gude, futebol, pique, e, principalmente, brincando com o joguinho de futebol magnético que eu faço. Acho que ainda vou ganhar muito dinheiro com ele.

Foi bem bonito ver o meu amigo Cláudio brincar com uma menininha de vinha pela calçada na sua bicicleta.

Eu tenho um garotinho de oito anos que não mora comigo. Estou com uma saudade de doer peito. Seu nome é Bernardo.

 

Escrito por nelson barroso às 18h41
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09/04/2010


Eu hoje poderia escrever alguma coisa. Eu precisava escrever algo. Mas a minha imagem está um tanto desfocada. Não sei bem o que faz com que de hora pra outra a gente fica assim. Sem saber. Simplesmente, não sei. Não sei como agir. Não sei o que fazer. E nem por isso estou parado. Não acendo um cigarro, vou até a varanda, olho a paisagem. Agora chove, a pouco fazia sol. Faz frio. Faz nostalgia. Penso que meu analista deve estar tomando café. Preparo o meu. Não bato a cinza pela janela. Olho um quadro que eu mesmo pintei, pregado na parede. No aumoço fora comi lombo de porco. Ela veio me dizer de uma tal luz. Ligo o notebook e vejo alguns e-mails. Exclui todos de mensagens. Leio alguns blogs, alguns parados há dois anos. Do meu link, alguns atualizados. Falo com algumas pessoas pelo msn. Toca o telefone. Toca o celular. Toca a sirene da ambulância. Chove. Esfria mais. Buzinas. Estou com a barba por fazer há três dias. Muitos fios brancos. Ninguém vai ler isso. Pra onde foram as poesias. Saudade de conforto. Café com pão da Jodima na casa da minha irmã Marcia. Qual o sentido da vida. O professor força a barra pra saber. Idioritmo. Alguém está amando intensamente neste momento. Sexta. Crianças ao longe. Hoje eu precisava escrever alguma coisa. Nem sei porque.

Escrito por nelson barroso às 15h38
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