Viagens ao Inconsciente


16/02/2010


Lôô, Surpresa!

Todos pensavam que não mais existia um amor capaz de tecituras tão finas. Bailando no carvanal suas dores os foliões embriagados eram movidos pelo ritmo frenético das marchinhas, ou pela butacada do samba...libido tentava entender tantas plumas pra enfeitar solidão. Eu estava bem ali...concentrado na dispersão quando fui atropelado por um carro alegórico. Subitamente entrei numa viajem de ônibus em direção ao norte. Pensei: acho que estou indo pro céu...só por causa do bem estar. Mas podia ser apenas o ar condicionado frio enquanto do lado de fora ardia o inferno. Ainda vi libido sentada a sombra de uma amendoeira, com cara de pidona. Vai entender... Amor, como uma espécie de tapa-telefone, aquele que foi muito usado nas torturas no brasil de 70, deixou-me zonzo a duvidar que tudo aquilo era fruto de um sonho...

Calma pra ter calma! Tudo já está em Clarice. Perto do coração selvagem. Todas as travas dos olhares, todos os pensamento, a respiração, um coração querendo aflitar-se. É como querer viver a calma de um amor encarnado num corpo de órgãos. Não quer deixar, páratraz, o que ganhou de surpresa. Lanterna acesa procurando um meio de escapar ilesa do naufrágio nos olhares do amor. Vem da lua sua cor, seu nome, seu jeito manso, sua graça, e história.

O tempo até amainou sua densidade pra assistir desenvolto esta nascente vir a furo na crosta da terra desses corpos. Um riacho abre trilhas contornando obstáculos e vai preechendo a vida num leito. A cama posta flutua na esperança de repouso feliz, enquanto os órgãos trabalham em silêncio na indústria de seus sais. Aguar o mar. Adoçar seu tempero. Desaguar toda força que a vida faz crescer em água limpa. Louvar a cada pulso do gozo perdido no respiro, assim como passam os dias, escrevendo contos para outros olhos se banharem.

Escrito por nelson barroso às 18h45
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14/02/2010


Era madrugada na véspera do carnaval. Todos pareciam eufóricos. Mulheres casadas abandonavam seus maridos. Amigos de fé perdiam completamente a razão e, talvez possuídos por Dionisio, eram capazes de azarar as amantes mais apaixonadas de seus melhores amigos. Pessoas mudavam seus planos com um simples aperto de mão, ou de uma tecla do pc, e simplesmente eram abduzidas de onde estavam e apareciam em lugares alhures. Alguns saíam para compra um refrigerante e eram encontrados tomando soro no hospital. Outros viajavam literalmente para nem se sabe direito fazer o que, mas, se viaja, vamos viajar. Outros tinham um plano de viagem previamente calculado.

Escrito por nelson barroso às 18h59
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