Viagens ao Inconsciente


13/02/2010


e ela foi.....indo....

Hoje de manhã

Ainda algunsa vestígios dela pela casa, já era meio-dia. Saiu de casa anteontem pela manhã. Os blocos no Rio já estavam fervendo. Esperei o sol ser enterrado e fui comemorar no bar novo ponto meu aniversário de novo com amigos que não iríam à boite. Muita cerveja. Muita conversa saudável sobre todas as nossas doenças sociais, principalmente, o casamento. Minha amiga de humor cortante e linda brincava com essa tragédia como uma criança que brinca com um revólver que possui uma bala na roleta. Seu marido apaixonado perspicaz matreiro alegremente discursava sobre vários pontos da política social brasileira. Vocês sabiam que o Brasil é o único país do mundo que têm duas polícias? Aqui temos polícia militar! Eu estou nos dias em que a bebida não me derruba. Peguei uma vã e fui pro terminal. Também se pode ler: Peguei uma mulher e fui pro hospital. Eu sempre achei que um dia esses termos iam se cruzar; saíamos da faculdade dizendo "vai pro terminal?" E na minha mente poluída sempre vinha a imagem de uma trepada que nos levassem ao terminal. Ela trazia a inscrição POLICE na frente da curta camiseta que apertava seus seios não tão fartos. Falava distraidamente ao celular quando me aproximei e perguntei se estava sozinha. Não, respondeu segurando a minha mão logo quando fiz menção de sair. Senta. Desliga o celular. E sinto uma mão no meu ombro. Um rapaz magro com um olhar agudo me questiona....algum problema? Nenhum problema. Diz a moça. Convidei-o pra sentar com a gente. Ah! Esse é Ricardo, meu ex-marido, que nem é tão ricardão assim. Explode uma gargalhada. O rapaz se retira mudo. Eu me sento e um filme de terror passa na minha cabeça. Police, terminal, ricardão, não eram bons significantes naquela noite. Mas o toque da sua mão na minha me fez voltar ao mundo. Michele. Qual a sua graça? Falei meu nome secamente. Relaxa...ele é manso...é carnaval...e é ex mesmo. Aonde estaria baiana? Uma onda de fidelidade tentou entrar. Mas o sorriso de Michele fez a bolha estourar. Olhei ao redor. Não vi nenhum sinal do Ricardo. E aqueles olhos e bocas me chamando. Não resisti. Beijei Michele.

Cheguei em casa as 4 horas da manhã. Assim que desci do ônibus vi que as luzes estavam acesas. Fiquei feliz. Ela voltou, pensei. Entrei em casa mansamente. Baiana estava linda deitada de bruços...sorriso no rosto...Aonde era esse lugar meu rei? Ah..deixe pra lá...era um lugar terminal...

Meio dia. Ainda muito sonolento. Um pouco de dor de cabeça. Procurei pelo bilhete que eu havia deixado pra ela dizendo que a adoro. Vi que tinha levado quase tudo. Uma mochila gigante pesadíssima. Mas deixou a barraca de acampar e os livros. Achei que tivesse levado o bilhete quando o encontro sobre a mesa, escrito no verso: "Estou casando. Te ligo p/ gente se ver. Cuide-se. Bjs. Baiana." Fiquei um pouco atônito. Não entendendo por que um bilhete tão seco. Andei pela casa. Olhei na sala. Vi a ausência de suas bolsas. Fiquei pensando um tanto triste. É, isso tinha mesmo que se resolver. Poxa, mas que estranho. Não deu nenhum sinal de que pudesse casar assim tão rapidamente. Uma hora mais tarde, pego novamente o bilhete para ler. Meus olhos saltam para fora quando vejo um "Não...iniciando o bilhete. "Não estou casando." Fico muito feliz e bobo até começar a raciocinar. Bom, ela não está casando. Ainda posso ter chance. Estando aqui comigo ela estaria correndo risco. Interpretei: Não estou gostando de você a pondo de estar casando com você...e ela foi....indo....

Escrito por nelson barroso às 13h20
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12/02/2010


sistema baiana de ser

Hoje de manhã

Apesar dos seus vestigios, já era dia, o que eu tinha era a certeza que você ia. E eu quase não sei de você, só, ouço a sua voz e um pouco do seu corpo sem pele, mas, forte em mim. Uma nova teoria? Vamos sair da superfícialidade da pele, vamos pegar com as mãos seus músculos, vamos no embalo da visão penetrar em sua menina do olho, arregalar. Há regra lá? Vamo quebrar! Nada de poesia boba, vamos inventar, in'ventar, vamos dar na cara dele, mão aberta, generosidade; e quem se importa com a sua? Quem? No seu buraco fecha-dura vamos dar voltas, bailar, tudo é cinema! Você vai ver...

Escrito por nelson barroso às 10h08
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Todas querem SERNANDA!

Amanda, Rafanda, Rinanda, Jaquanda, Jananda, Naianda...

Nanda é assim... quando me olha me come,

Se esfrega em mim

Tem uma fé inabalável

Como seu nome

Quando me ama me bate

Me prende em suas coxas

Ainda pego corpo

Raspo a cabeça

Pego fé

Me acabo na........dei!

Dei pra Nanda

Nem sei

Sorrateira, matreira, diagonal, estupefata!

Bate com a cabeça na parede

Lá vem ela com seu rabo

Diabo!

Mas não é só isso!

Ela não se vende

Um barato!

Nanda não se prostitui

É dadivoosa no amor

Babam homens na cueca

Lá vem ela!

"Só quem viu que pode contar..."

Eu sei com que canoa se vai ao mar

Maranda....nomeio assim o seu olhar

Capitu-ra!

Ressaca na minha pele até gozar

Nanda me põe na rede

Deita ao lado

Boca-que-usa

Cantarola

"Fiz a cama na varanda...sobre o manto das estrelas...fui deitar com meu amor..."

Por isso todos a querem

Querem vernanda com fé

Fernanda....

Escrito por nelson barroso às 09h55
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11/02/2010


Presente de aniversário

Então, foi assim. Eu me divertia muito. Achava que podia brincar de quase tudo. Eu estava cansado de saber que uma hora isso ia acontecer. Não sabia como, nem quando, nem que poderia doer tanto. No dia do meu aniversário! Ganhei uma dor incomensurável. Usei um amigo quase sem querer, o perdi. Perdi um amor que me doia um pouco, mas me dava prazer. Me serviria pra que? Pra sustentar meu desejo de solidão. Mas antes tivera isso do que a dor. Uma dor sem local. Um latejamento no ser. O fatal do acontecimento: não há reversão! Está feito. Talvez amanhã, quando eu acordar da insônia rara que me rouba os momentos, eu sorria. Mas nunca mais essa data será plena! Pelo menos até o esquecimento fazer seu trabalho...por ora, chorar por dentro sem lágrimas...

Escrito por nelson barroso às 05h29
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08/02/2010


Ele havia acabado de abrir o crânio do cão com uma pequena serrelétrica quando entrou na sala o psicanalista-diretor-daquela-unidade-intensiva-de-pesquisa-sobre-pensamento. "O que está acontencendo aqui?!" Clério Souza ficou estatalado com a presença do diretor. Por dezesseis segundo não conseguiu pronunciar uma palavra se quer. Recuperado do espasmo, bebeu um copo d'água e disse resoluto: é o cão dos Winters! "Pra putaqueopariu com esses aí que eu nem sei quem são...que porra é essa de você vir abrir crânio de cachorro aqui no nosso laboratório de humanidades?! Tira esse lixo daí e limpe toda essa sujeira que em uma hora vai começar a Apresentação de Paciente do doutor Schot. Onde já se viu....só porque têm dinheiro esses pensam que podem inventar alma pra cachorro. É funerária, crematório, cti, hotel, psicólogo, hospital, com sala de internação particular, verificação de pressão arterial, balão de oxigênio, soro, antibióticos, e se morrem - os cães também morrem - velório! Será que essa gente pensa que se os cães evoluírem a ponto de adquirirem o pensamento vão ter alguma solidariedade para com os humanos?! Essa que me faltava...." (continuo?)

Escrito por nelson barroso às 14h08
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07/02/2010


saudade

a ponta da minha tristeza agarrou no canto dos teus olhos

deu um vento enquanto me olhavas e ficaste colada a minha retina

hoje levo-te pra onde vou

a menina que me vê... sabe da minha dor

Escrito por nelson barroso às 22h56
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