Viagens ao Inconsciente


31/12/2009


FIM DE ANO

Quando vai novamente acontecer uma alegria como aquela, antes que eu envelheça de vez?

Quando se faz alguma idade bate um medo de não sei o que. Não parece de morrer, isso acontece mesmo quando somos jóvens - e é terrível. É preciso esquecer. Não sonhar. Namorar, apaixonar, fazer amor; depois, muito depois, todas as outras coisas. Mas como posso prescrever qualquer coisa se cada um é um mundo? Devo calar-me? Volto a ler Clarice Lispector e sinto que alguma coisa é possível dizer. Quero aprender! "Não era a mesma coisa que ver subitamente um cortezinho na mesa e dizer: ora, eu não tinha visto!" Na busca de seu timbre na vida, Clarice inventa que pensar é fazer as coisas existirem. Mas não de qualquer jeito como pensar "titio aumoça com titia, eu não faço nada viver", mas, "se digo...flores em cima do túmulo, pronto, eis uma coisa que não existia antes de eu pensar flores em cima do túmulo."

Todas as palavras que trocamos pelos afagos que não tocamos, a que serviam?

Talvez perenizar; talvez por que simplesmente não sabíamos em que poderia dar a conversa corpo a corpo - este sempre desajeito até que a intimidade se estabeleça. Evitar a explosão do êxtase, do se viciar, de todo discurso escrito nas sensibilidades de pele, nas entranhas dos corpos.

Escrito por nelson barroso às 18h23
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30/12/2009


Eu não consigo parar de ver...

quizas?Amor Flor da Pele

Escrito por nelson barroso às 10h48
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