Viagens ao Inconsciente


08/04/2009


A LÍNGUA DOS ANJOS CIENTÍFICOS

Seguem o cortejo moderno muitos sujeitos detentores do saber. A morte de Deus está sendo investigada pela ciência. Em casos tão importantes já não é a polícia quem cuida de descobrir, ou produzir, como querem muitos, a verdade.

"Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar". Fizeram a análise sintática de todas as frases produzidas pelos mais eminentes doutores de todas as áreas do conhecimento. Um tal de Zaratustra disse coisas que vêm incomodando algumas pessoas, não o suficiente para uma nova onda de caça as bruxas. É que a nova ordem mundial não se abala mais com qualquer coisa: já houve muita explicitação do terror; o comércio traz novidades ao campo de concentração - nas novas hierarquias das micropolíticas haverá sempre espaço para o exercício do saber/poder, sempre, também, alguma "resistência" financiada pelo governo e empresas privadas para a produção do sujeito-cidadão. Alguém subestimou a capacidade de transformação dos seres humanos em sujeitos? Pois eis que o cortejo segue, ao som de uma música divina, a caminho da imortalidade do corpo. Deus, morto, após ter ficado em coma por alguns anos cederá gentilmente seus órgãos para serem transplantados nos anjos científicos, que não querem envelhecer nem morrer, mas desejam o gozo eterno em vida. Não mais o gozo fundado na "falta" - essa maquininha inventada pela psicanálise para nos dis-trair a angústia - mas, o gozo livre da pulsão de morte, o gozo da realização do desejo. O gozo de uma língua perfeita que possa dizer o siginificado como coisa, sem precisar recorrer a qualquer significante, som, ou imagem. O gozo telepático! Algo como o maestro e a sua música.

Escrito por nelson barroso às 11h31
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06/04/2009


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Olá Bianca! Já estivemos construindo sentidos em nosso silêncio de tal forma tão intenso que eu podia perceber como sendo quase coisas. Minha "anarquia" não permitiu que a fruição do desejo continuasse como num rio parado, pois que este flui. Hoje trago a poeira que assentada em meus ombros pesa como um grito de liberdade. Ah se pudéssemos ser teletransportados nestas virtualidades amorosas! Saudades...

Escrito por nelson barroso às 19h02
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