Tudo seguia seu curso naturalmente. Os homens se espantavam mas logo viam a ordem se restabelecer. Até que alguém apontou uma brecha. Daí vazou uma coisa. Era o sentido, desdivinizando o olhar. Nasce, angústia! Mistura-se à carne. Nunca mais haverá certezas, nem heróis. Nascem os covardes. Morrem os deuses. Ninguém mais soube o que fazer. Inventa-se a certeza calculada a partir do vazio. Vendo que já não há mais deus, o homem chora. Olha a imensidão como nunca tinha ousado antes. É arrebatado. Pavor e beleza! Resiste. Caminha sobre as águas. Voa. Vê o infinito se expandindo para todos os lados. Dobra suas pontas e inventa Topos. Outras dimensões. Novas máquinas. Decompõe o tempo. Redescobre. Fica e vai. Desdobra seus espaços. Procura as estruturas, encontra movimentos. Desconfia. Inquieta-se. Embriaga os neurônios. Eleva a arte. Faz comércio. Leis. Agora tudo está misturado. O livre arbítrio com traço unário. Conhaque com café. Muitos objetos sexuais.


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