Viagens ao Inconsciente


27/02/2009


Tudo seguia seu curso naturalmente. Os homens se espantavam mas logo viam a ordem se restabelecer. Até que alguém apontou uma brecha. Daí vazou uma coisa. Era o sentido, desdivinizando o olhar. Nasce, angústia! Mistura-se à carne. Nunca mais haverá certezas, nem heróis. Nascem os covardes. Morrem os deuses. Ninguém mais soube o que fazer. Inventa-se a certeza calculada a partir do vazio. Vendo que já não há mais deus, o homem chora. Olha a imensidão como nunca tinha ousado antes. É arrebatado. Pavor e beleza! Resiste. Caminha sobre as águas. Voa. Vê o infinito se expandindo para todos os lados. Dobra suas pontas e inventa Topos. Outras dimensões. Novas máquinas. Decompõe o tempo. Redescobre. Fica e vai. Desdobra seus espaços. Procura as estruturas, encontra movimentos. Desconfia. Inquieta-se. Embriaga os neurônios. Eleva a arte. Faz comércio. Leis. Agora tudo está misturado. O livre arbítrio com traço unário. Conhaque com café. Muitos objetos sexuais.

Escrito por nelson barroso às 23h03
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26/02/2009


Me descobri apaixonado por você

Mas como não sei

Contar

Medir, calcular

Como isso em mim

Se não me vejo na certeza que vem

de você

Fujo

De minhas partes

Sou amado em réstias

Mas se tenho sua palma

Foge a rima

Sou você

Sorvocê

Sorvo

Sorvo

Sorvo

E te como enquanto

derrestes em meus lábios

 

Escrito por nelson barroso às 22h42
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