Não me atrevo a imaginar
Seu sorriso cortando meus olhos
Peguei seu telefone
Pro destino desafiar
Não liguei, nem liguei
Se não ser não é
Por que você será?
E fico os dias vendo passar
Todo acontecimento sem destino algum
Posso sair à rua, passear
Mas não ouso imaginar
Medo, não dá!
Não há destino, desafio!
Nem que fio houvesse de dar
Desato o nó da paisagem
Mudo a figura no ar
Sustento reta a imagem
De não te imaginar
Nas vitrines, nos vazios
Em alguma página de livro
Na letra de uma música
Ou no meu café à boiar


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