Viagens ao Inconsciente


06/12/2008


Não me atrevo a imaginar

Seu sorriso cortando meus olhos

Peguei seu telefone

Pro destino desafiar

Não liguei, nem liguei

Se não ser não é

Por que você será?

E fico os dias vendo passar

Todo acontecimento sem destino algum

Posso sair à rua, passear

Mas não ouso imaginar

Medo, não dá!

Não há destino, desafio!

Nem que fio houvesse de dar

Desato o nó da paisagem

Mudo a figura no ar

Sustento reta a imagem

De não te imaginar

Nas vitrines, nos vazios

Em alguma página de livro

Na letra de uma música

Ou no meu café à  boiar

 

Escrito por nelson barroso às 17h24
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01/12/2008


Necessários Rompimentos

Eu me cansava de procurar o momento, o momento certo para falar, mesmo sem saber o que dizer. Os dias se sobrepunham e eu via sua passagem no dorso da minha mão. O desejo não se entendia com o lugar em que eu tentava conformá-lo. Tentei fazer com que a memória dos seus lábios no canto da minha boca fosse um ato derradeiro de despedida, do rompimento daquele fluxo amoroso perverso. Ela declara seu amor com tanta sutileza que quase não percebi. Ela ficava com muitos homens porque não os amava. Sempre que acontecia algum novo, achava que era o amor, mas assim que o conquistava e isso não era muito difícil, pois, bonita, alegre, fácil, e tímida como é, qualquer homem se interessaria, até eu. Sorte não me ter precipitado. Trago o traço muito indeciso para o desenho ou a pintura. Meu precipício está nas palavras; elas só mostram a imagem quando alguém as lê - assim fica melhor para esconder-me, mesmo que eu me exponha.

Escrito por nelson barroso às 17h42
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