Viagens ao Inconsciente


21/10/2008


Domar seu coração do mar

Que de medo de mais só

De não sair do mar

E bater sem dó

Contra os mistério do amar

Que em ondas tragam

Aquele que viu, e só

 

Tem no domar um canto

Um respiro de sereia

Um perigoso cantar

Distanciado da areia

Quanto mais aproximo

Meu delírio da beleza

Meus ouvidos viram música

Nos olhares da musa

 

Do mar agora bebo

Embevecido e cego

Nunca mais a superfície

Mas às profundezas entrego

Doce amor dos absais

Domado estou de tanto olhar

 

 

Escrito por nelson barroso às 15h33
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20/10/2008


Prosa em poesia inspirada no sorriso, nos olhos, no mistério de Daiane....

Mas, enfim, o que vai fazer diferença? De tudo mais que eu disser, quando declaro insessantemente o meu amor aos quatro cantos na esperança de que alguém recolha e retribua? O momento em que alguém estanque o olhar que esvai espreitando a todos os olhares na busca.Alguém que venha trazer calma a disritmia intermitente que não pára o tempo mas o marca em cada batida com uma letra em brasa. Perco o meu tempo e meu amor sozinho. Não sou moderno. Desejo o outro. Desejo a presença desencontrada que seja, impropria que seja, mas que me engane a solidão. Que distraia a tristeza de existir consciente e me lance num delírio de corpo ou de alma, mas num lugar outro em que a ilusão da completude seja minha verdade pulsante. Momentos e mais momentos encadeados por ritmos de movimentos onde mesmo na contemplação eu possa ser amado e amar. Um lugar de não lugar nenhum mas que minhas mãos penetre em seus cabelos, toque em seu hálito, esquente em suas entranhas. Meu amor, tão singelo e rascante, vindo de lugares obscuros se reconhece numa explosão de retinas de retinas - quer um nome, quer uma língua, quer saber a que veio. 

Escrito por nelson barroso às 23h39
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