Para de escrever
Para descrever
O olhar
Para ver
Que o olho
Virgula
Acenta
Pontua
E lambe...
Para de escrever
Para descrever
O olhar
Para ver
Que o olho
Virgula
Acenta
Pontua
E lambe...
Vago feito as vozes da cidade
Sou mais um burburinho entre os vazios
Que escorrem das bocas de toda essa gente
Essas luzes fúteis
Esses raios
Fulguras
Tempo em mim com um olho só
Na testa da besta
O sorriso sem graça da moça que passa
Mas tem um bunda
Que também passa
E sossego
Também passa
Cafuné feito
Cabeça
Já é meia noite
Tenho algum dinheiro
Mas é falso seu sorriso
E eu compro
Não é de graça
Mas satisfaz
Não sei amanhã
Hoje não bebi sua gota
Beberei até cair?
Mas só amanhã, se não chover...
Eu vou a sua casa e
Até
Me caso com você
Não sei amanhã
Se faltar energia
Tomo redibul
Interraptor do sono
Só pra mais de ver
Que esse vento vem sem querer
Evento de amor
Que dói sem parar
Se a saudade se cansa de ficar
Eu olho a flor
No gota conta
Um verso
Um conto
Um dos que li
Naquela mesa
No último dia
Do mesmo mês
Que te matei
Sem querer
No coração
Amor escorre
No chão
Da veia
Do furo
A bala é doce
Morte lenta
Lenta
Escorre vermelha
No chão vermelho
Pisado
Por acreditar no amor
Tratei com um verso
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BRASIL, Sudeste, NITEROI, Homem