O riso era fácil. Um homem e uma mulher encontram-se nas palavras. A cada instante, amenizavam as estranhezas em seus corpos, ainda distantes da intimidade. Raros toques marcavam como num texto o território que se estreitava. O desejo estava imerso numa alegria de si olhar e si falar. Jogos de linguagem emergiam facilmente como se houvesse uma trilha comum na subjetividade. Nenhum forçamento para qualquer suposição amorosa. E riam de tudo. E falavam. Esse era o toque mais sublime do sensível.


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