Viagens ao Inconsciente


07/04/2008


"Agora podeis tratar-me como quiserdes, não sou feliz nem triste, humilde nem orgulhoso, não sou terrestre." (Cecília Meireles)

Escrito por nelson barroso às 20h56
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Até o ódio, quando nos visita é amoroso. Vencidos os percalços do amor cotidiano, engendramos uma convivência pacífica nos abstendo do sexo. No entanto, somos tomados por palavras que contornam a impossibilidade da relação, traçando um desenho generoso com os fantasmas mortos, que já não fazem ressuscitar mágoas. Dias passam, as vezes longos, outros voam mas não há riscos nos azulejos. Cada um cuida da sua vida sabendo-se cúmplice de uma história abortada em plena gestação. Esta versão feliz comportada da vida deve servir para alguma coisa. Talvez, pra construir uma casa. Comprar um carro. Acenda seu veneno. Poupe-me dos detalhes sórdidos. Talvez alguma música nasça no vento dos ouvidos. Sopro de um chão que se abre entre as pernas. Se tivéssemos tido um filho, outra história contaria. Mas, por ora, fica assim. Eu te telefono sempre.

Escrito por nelson barroso às 20h46
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