Viagens ao Inconsciente


11/10/2007


(Para Renata, ccbb)

Foi ao secosemolhados comprar amor

Tinha de tudo

Farinha.Cortes.Embrulhos

Pendura!

Carne seca, abóbora, doce em cristais

Um cheiro...

E vi daçando no azul dos seus olhos o lampião

Escrito por nelson barroso às 12h39
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(À propósito do livro de poesias "estudos para o seu corpo", de Fabrício Corsaletti. Comp.dasLetras)

 

Plágios não autorizados, paráfrases e paródias

A cidade cresceu diante dos seus olhos. Não havia nenhuma droga. Só a morte. Um movediço lamaçal onde eu tentava ir em frente, de olhos arregalados. A mão puxando-me pela canela. Havia uma intimidade. E bichos mortos se desenterrando no rodamunho. Mas ninguém falava disso. E amor se misturava à massa dos tomates e resistia entrar no poema passado. Um que jaz na liberdade da morte. Outros que me puxam no delírio de um boi no açougue.

Peço licença delicadamente ao sertão comum nos "ismos" enquanto coço a língua diante das crianças que brincam.

Parece que como com os olhos seus seios sóis no centro do meo-dia.

Um vento mínimo cavalgando poesia pisa letras: desabo.

O cãozinho antropofágico é xenófobo: não come ninguém - infecta a todos!

Quem não sabe da morte - invento - Patrícia solar cantou, rodou na sala, e se tornou uma bela senhora com suas saias abaixo dos joelhos.

Abro a janela, e o que vejo? Púbis da manhã. Escrevo entre a boca e o pão fresco um poema cheiro que só sabe quem soube do céu azul.

Pra frente! (Brasil?) Todos juntos vamos... arrancando as próprias unhas que teimam em raízes.

Não assim assombrado vou saber a hora (difícil) de puxar o gatinho - há muita coisa maravilhosa pela aí - seja o tempo do limite anulado por quelquer verso sol que me serve - talvez o amor aprenda comigo ser mais fugaz - dono da coisa que dá sono e de deixa na insônia do sol - quem sabe um dia? - a noite vira sonho de mulher - comida simples - "a lua fácil de se pegar com o garfo" - sem nenhum desespero - de mãos dadas com seu sorrisíssimo largo molhado de tanto olhar seu.

Na pele do vento anoto um chorinho de uma nota só - "o amor é muito só" - "túmulo do samba" - por isso, enquanto vivo, quero você na paisagem dos meus dedos.

Corro dedos e risco seu nome na minha pele - "nem sempre procuro a morte" - algum risco é necessário - corro por você a caneta no papel - assino seu nome em série como quem se protege no amor enquanto passeia pela cidade grande - "se a morte vier que venh de um vez" - como uma bala. Se esta não for amor - como todo mundo - em silêncio nesta página - sabe - "lanhar as costas das idéias" - mais fácil é fazer amar (escritor canalha).

Escrito por nelson barroso às 12h21
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08/10/2007


SEM MAIS

Amo sempre tão desesperado

Por que quando morri estive ao lado

De uma vida que me mostrou

Num segundo tudo que a vida durou

Daí respiro

Tudo que se me aparece

Deixo de lado o simplesmente

O que me enche o saco

Meto o nariz aonde não sei

Por que se sei já inspiro

No que penso ser bom

Pra mim e meus amigos

Vejo crispando um sol

Nas montanhas altas

Daqui

Visto o que não posso

Roubo da orgia gotas de orvalho

Pousando nos telhados

Não calam minha boca

Que fala na ceneta vazia

Escrito por nelson barroso às 14h53
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