(Para Renata, ccbb)
Foi ao secosemolhados comprar amor
Tinha de tudo
Farinha.Cortes.Embrulhos
Pendura!
Carne seca, abóbora, doce em cristais
Um cheiro...
E vi daçando no azul dos seus olhos o lampião
(Para Renata, ccbb)
Foi ao secosemolhados comprar amor
Tinha de tudo
Farinha.Cortes.Embrulhos
Pendura!
Carne seca, abóbora, doce em cristais
Um cheiro...
E vi daçando no azul dos seus olhos o lampião
(À propósito do livro de poesias "estudos para o seu corpo", de Fabrício Corsaletti. Comp.dasLetras)
Plágios não autorizados, paráfrases e paródias
A cidade cresceu diante dos seus olhos. Não havia nenhuma droga. Só a morte. Um movediço lamaçal onde eu tentava ir em frente, de olhos arregalados. A mão puxando-me pela canela. Havia uma intimidade. E bichos mortos se desenterrando no rodamunho. Mas ninguém falava disso. E amor se misturava à massa dos tomates e resistia entrar no poema passado. Um que jaz na liberdade da morte. Outros que me puxam no delírio de um boi no açougue.
Peço licença delicadamente ao sertão comum nos "ismos" enquanto coço a língua diante das crianças que brincam.
Parece que como com os olhos seus seios sóis no centro do meo-dia.
Um vento mínimo cavalgando poesia pisa letras: desabo.
O cãozinho antropofágico é xenófobo: não come ninguém - infecta a todos!
Quem não sabe da morte - invento - Patrícia solar cantou, rodou na sala, e se tornou uma bela senhora com suas saias abaixo dos joelhos.
Abro a janela, e o que vejo? Púbis da manhã. Escrevo entre a boca e o pão fresco um poema cheiro que só sabe quem soube do céu azul.
Pra frente! (Brasil?) Todos juntos vamos... arrancando as próprias unhas que teimam em raízes.
Não assim assombrado vou saber a hora (difícil) de puxar o gatinho - há muita coisa maravilhosa pela aí - seja o tempo do limite anulado por quelquer verso sol que me serve - talvez o amor aprenda comigo ser mais fugaz - dono da coisa que dá sono e de deixa na insônia do sol - quem sabe um dia? - a noite vira sonho de mulher - comida simples - "a lua fácil de se pegar com o garfo" - sem nenhum desespero - de mãos dadas com seu sorrisíssimo largo molhado de tanto olhar seu.
Na pele do vento anoto um chorinho de uma nota só - "o amor é muito só" - "túmulo do samba" - por isso, enquanto vivo, quero você na paisagem dos meus dedos.
Corro dedos e risco seu nome na minha pele - "nem sempre procuro a morte" - algum risco é necessário - corro por você a caneta no papel - assino seu nome em série como quem se protege no amor enquanto passeia pela cidade grande - "se a morte vier que venh de um vez" - como uma bala. Se esta não for amor - como todo mundo - em silêncio nesta página - sabe - "lanhar as costas das idéias" - mais fácil é fazer amar (escritor canalha).
SEM MAIS
Amo sempre tão desesperado
Por que quando morri estive ao lado
De uma vida que me mostrou
Num segundo tudo que a vida durou
Daí respiro
Tudo que se me aparece
Deixo de lado o simplesmente
O que me enche o saco
Meto o nariz aonde não sei
Por que se sei já inspiro
No que penso ser bom
Pra mim e meus amigos
Vejo crispando um sol
Nas montanhas altas
Daqui
Visto o que não posso
Roubo da orgia gotas de orvalho
Pousando nos telhados
Não calam minha boca
Que fala na ceneta vazia
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BRASIL, Sudeste, NITEROI, Homem