Viagens ao Inconsciente


06/08/2007


O olhar não me obedece

Obseca por ti

Despe as linhas e se perde

Veste a mim

 

Toma conta de cuidar

Pra que o tempo não se estique

Além de tanto céu

Além de mim

 

Vejo em seu sorriso

O fascínio que a vida inventa

Meu amor ainda

Em seu olhar alimenta

 

É esse fio que nos liga

Atrás do travo na língua

Marionetando o desejo

À míngua, à míngua

 

Queria fazer favelas

No espaço do seu falar

E olhar com um olho gigante

As minas, as minas

 

Estão coladas ao muro

Lamentos que não são

As preciosas terras

De Wally Salomão

 

Toda perdição que suportam as palavras

Desenham as lágrimas secas

Quisera simplesmente reclamar

Um amor na aridez das peras

 

Não trazem no mar que comportam

Além do doce, algum veneno

Quisera simplesmente amar

Mas não o amor na acidez da espera

 

Enquanto o tempo suporta

Os espaços que cortam estórias

Importam às peras que esperem

Um amor que amadureça as horas

 

Se todas são iguais na maçã

Além da massa há semente

Espero no tempo do grão

A pera do amor perdição

 

Se tenho já em meus dentes

Palavras que a língua solta

No amor de pera adocicado

A maçã ácida esperada volta

Escrito por nelson barroso às 13h59
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