Viagens ao Inconsciente


21/05/2007


Deito olhos em sua intimidade

Discorro seus sentidos

Meus olhos, como um cego

Tateiam os contornos de seu desenho

Quanto mais adentram nas marcas que te revelam

Mais sucubem na luz e na conflusão de córpus,

Sensações, temperaturas

Lavra o papel que recebe a tinta da sua alma

Ciumentos, meus olhos falam

Atirados que são

Numa língua estranha:

Sementeemos gentilmente

A copulosa sorte das carícias

Transvestidas em palavras

Reinscritas em olhares

Escrito por nelson barroso às 13h23
[ ] [ envie esta mensagem ]
Busca na Web:

Perfil

Meu perfil
BRASIL, Sudeste, NITEROI, Homem

Histórico