Deito olhos em sua intimidade
Discorro seus sentidos
Meus olhos, como um cego
Tateiam os contornos de seu desenho
Quanto mais adentram nas marcas que te revelam
Mais sucubem na luz e na conflusão de córpus,
Sensações, temperaturas
Lavra o papel que recebe a tinta da sua alma
Ciumentos, meus olhos falam
Atirados que são
Numa língua estranha:
Sementeemos gentilmente
A copulosa sorte das carícias
Transvestidas em palavras
Reinscritas em olhares


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