sacos pretos na esquina
conteúdos da fome dessas multidões
que felizes
rasgam com as mãos
na sua cara atônita
destripando os fatos
que alimentam cães
e as baratas
na sua cara
ratos não roem o rei
elegia na boca da noite
o poema do povo e a lei
brota o feijão
se a vida tem fim
me ensinaram não
eternizo de teimoso
sou quem viu o flache
hoje morto sorrindo
mas, bem na foto
no jornal


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