Viagens ao Inconsciente


02/04/2007


sacos pretos na esquina

conteúdos da fome dessas multidões

que felizes

rasgam com as mãos

na sua cara atônita

destripando os fatos

que alimentam cães

e as baratas

na sua cara

 

ratos não roem o rei

elegia na boca da noite

o poema do povo e a lei

 

brota o feijão

se a vida tem fim

me ensinaram não

eternizo de teimoso

sou quem viu o flache

hoje morto sorrindo

mas, bem na foto

no jornal

Escrito por nelson barroso às 13h28
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