Viagens ao Inconsciente


23/06/2006


choram meus olhos

eu não

eles não refletem minha alma

tenho meu orgulho

nem sei muito bem pra quê

mas, tenho

meus olhos, orgulho nenhum

ficam a contemplar infinitos

sará que sonham?

com que sonham?

eu, não!

já tenho controle de minha sobrevida

e isto me basta!

já os meus olhos, espelham esperanças

felicidades...

deleitam em cores, músicas, leituras...

eu, nessa correria,

só penso no burburrinho das falas da tv

que sono me dá...

ah...meus olhos, isones

cismam de ler pensamentos

poesias, títulos...

ah! eles adoram títulos

por que será?

quanta bobagem...

eu sou prático,

não gozo no devir

se desejo realizo

nem percebo

realizo o que faço

já meus olhos, não

filosofam...

esticam a conversa

declinam pareceres

degustam sentidos

têm uma mania entorpecida

densa

será isso a substância da vida?

densidade?

eu gosto é do simples

do facilitado

até ouso uns descompassos

quando bebo

mas, noutro dia não me lembro de mais nada

só penso no comprimido

num fazer passar a dor de cabeça

pois é, a dor

meus olhos, parecem conhecê-la bem

não sei...

olhando assim, traz uma profundeza de dar dó...

será beleza?

eu, até admito discorrer sobre as doenças

tenho delas algum conhecimento

o que é bom pra acidez....rs

meus olhos, contemplam sombras

vêem fantasmas

contornos

prismas

cores

eu, sou fútil

mas tenho raiz

se ventar, me aguento

envergo em meu tronco

endureço, mas não quebro

ah... meus olhos

se pudessem ver como eu

não choravam mais

 

 

 

 

Escrito por nelson barroso às 12h54
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