ANALISTAS EM FÉRIAS
Suportas o vento que aportas?
Que há portas
Que rangem o inconsciente
Que batem
Que dobraciças disso que falas
Suportas o silêncio
A tramela que tranca
Que porta o vento
Que insistes?
Na força eólica, que forca?
Forças na pressão?
Palavras ao vento em vão?
Encontras os vãos por penetrares?
Permissão!
Te dei as dicas
Te falei
Falhei aonde não pude ser
O que segnificastes nestes tempos de começos?
Tropeços
Não aliviastes
Viestes com seus cortes
Sumistes
Eu? Quem sou?
Sozinho
Sem agonia
Sonho um dia que em mim marcastes
Com estes toques
Dicas, sinais
Se não falas
Falas mais
Falo?
Decepciono contigo
Sinto até um alívio
Preso nas frestas que abres
Hoje eu pago o preço que posso
Além do que tenho no bolso
O saldo fica na dívida
Pois o resto é só desgosto
Carece de interpretação
Te espero voltar ileso deste verão
Das ondas
Das coisas
Dos brios
Pois eu esqueci como se ama
Como se vive
Como é mesmo que te chamas?
Esqueci seu nome próprio
É fogo!
É fróida!
Mesmo muito cuidadoso
Falho!
Diz aí o enigma da ex-finge
Pois se finjo é por que tentei controlar
E contra o lar
Pode ser por amor
Este que se mostra fora
Que quebra a cadeia de édipo
E presenteia você
Complemento da decepção
Sempre em falta
Sempre em vão


Leia este blog no seu celular