Viagens ao Inconsciente


06/08/2005


SEM TÍTULO, AINDA...

O que há em mim que suas palavras soam como verdades?

Como sair de seus grilhões?

Um inconsciente hipervigil

Que tudo escuta, não me deixa sossegar

Vozes, vozes, vozes

Que ouço sem que meus eustáquios vibrem

Compulsão à obediência?

Faço o que quero

Mas o que desejo?

Discordo de quase tudo quanto a forma em que conduzo meu cotidiano

Espero que Alguém me diga o que fazer?

Ou alguém?

Um outrozinho qualquer que tenha no estilo a verdade

Sub-meto minha existência ao seu desejo

Ao seu modo de gozar

No entanto não consigo ser escravo-mudo

Criado para o teu prazer fulgaz

Enquanto te observo me deixar pensar que mando

Matuto intranqüilo um verso pra te dar

Sonho que apareça em meus sonhos

Nua em pêlo a me tentar

E que  em fazendo-me de difícil

Te persigo em avesso num jantar

A cidade se abre em nossa tela

Exibe seus Tons em tom-zé

Enquanto gozo por que assim vejo-me

Dedicado inteiramente à seus pés

 

 

Escrito por nelson barroso às 12h46
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03/08/2005


Encontro-me ao avesso

O que tenho a lhe oferecer são minhas víceras

O horror estampado dos sentidos
Sem dramas, sem sangue
Sem suspense
Só coisas
Quadros, cores, palavras, sons
Alguma comida e vinho
E um desejo alucinante
(Alguém falou no último cálice)

Empalhei meu fantasma!

 

(dedicado a marcia maia - "tabuademares")

TENTO LEMBRAR À SOLIDÃO

CADA SEGUNDO QUE PERDEMOS

PRA TIRANIA DO TEMPO

REMENDO

REMENDO

ATÉ QUE O MEDO PASSE

ATÉ QUE O PASSE À REMEDO

Escrito por nelson barroso às 23h16
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31/07/2005


SUGO DA VIDA O RASGO CONTÍNUO
QUE SEU OLHAR ME CONCEDEU
MIRAGEM SIDERADA DE SENTIDO
NO QUAL NEM SEI MAIS QUEM SOU EU

SIGO ASSIM NOS INTERSTÍCIOS
SOBRESSOLTO EM CAOS E BREU
SER IMAGEM À SUA
SERIA SER VOCÊ-EU?

Escrito por nelson barroso às 10h53
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