Viagens ao Inconsciente


08/04/2005


"havia um algo além do que a retina registrava" (Lela, Colcha de Retalhos)

TENDO PASSADO PELA FASE DO ESPELHO,

QUE NOS ANTECIPA O QUE VIREMOS A SER,

HOJE NOSTALGIO AQUELE JÚBILO...

POR QUE UMA CRIANÇA É ENGANADA POR UMA IMAGEM?

 

 

 

 

Escrito por nelson barroso às 17h00
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HOJE ESTOU COM UMA SAUDADE INIMAGINÁVEL DO MEU FILHO BERNARDO. HÁ QUASE DOIS MESES NÃO O VEJO, NÃO SINTO SEU CHEIRO, NÃO BEBO SEU SORRISO DOCE, NÃO OUÇO SUA VOZINHA FALANDO "VEM". SEI QUE ISTO É MUITO PESSOAL, MAS MINHA ANGÚSTIA ESTÁ ME FAZENDO QUERER COMPARTILHAR COM ALGUÉM...

DESCULPEM, MAS COMO O TEMA É SOLIDÃO, ESTÁ ESTÁ SENDO A MINHA NO MOMENTO. A SOLIDÃO DA SAUDADE!

Escrito por nelson barroso às 15h57
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06/04/2005


Bom, estava pensando em deixar um pouco mais este mote do "amor" no último post, no entanto acabo de ser acometido por um pequeno poema, um tanto denso, mas que me trouxe o próximo mote: "SOLIDÃO" - Agora são dois motes, "amor"  e "solidão", vamos gente, mãos a obra, deixem suas versões...um grande abraço a todos...e GRATO POR TEREM ME FEITO "BLOG LEGAL"!

(Surgiu de uma visita que fiz ao blog "letras e tempestades")

SOLIDÃO

haverá solidão no olho do furacão?

no fio do facão?

na borda da ingratidão?

abril só é um mês?

só um mês abril solidão?

de quanto tempo se faz a solidão?

de quanto sólido?

que de leve pousa, ousa, usa...

palavras para tecer,

um manto para sonhar,

um copo para encher,

uma gota só para aguar.

Escrito por nelson barroso às 21h21
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04/04/2005


O DESEJO

As vezes parece uma espécie de realidade virtual. Amar parece ser entender a paixão. Aí então passamos a construir uma história de amor.

Alguém poderá ler, se estiver escrita. Ou contar, se for falada. Tanto faz, o que importa é estar implicado no amor, e suas confusões...

O que desejo quando amo?

Completar-me?

É por isto que acreditamos no amor?

Ou só é possível amar incompletamente?

Prazer e gozo brincam nos campos  do amor. Vida e morte entrecruzam-se nestas construções do desejo. As vezes tenho a impressão de que a cada dia uma nova composição se apresenta após ter vivido intensamente um amor. E o que desejamos é fazer com que uma cara de continuidade apareça nesta história. Isto nos dá um certo descanso para em seguida continuar trabalhando pela vida. A arte que aí se constitui é o que pode dar a seu autor a potência de acreditar que vale a pena lutar. Os frutos aparecem das mais variadas formas,  a questão é: quem pode vê-los? Quem enxerga um sorriso? Quem vê as cores? Quem voa na música?

Coisas do amor

As formas do amor

Os contornos

Tudo que inventamos para adiar, para evitar

Para manter eternamente evitando

Até a impossibilidade aparece como uma forma de manter o amor

Deseja-se, mas não se quer

Daí dizer: É tão grande este amor que é melhor evitar a vida em comum para que isto não venha destrui-lo

Amor histérico?

Ilusão de completude

As palavras desfazem toda a cena

Montam uma outra

É inacreditável como isto se dá!

Aquela certeza da imagem que na sua frente se formou, e lhe deu a concretude deste afeto: o sorriso, o sentimento do toque, desabam diante de palavras...

Reduz tudo à cinzas, mas que também podem novamente produzir a espectativa de uma nova cena...

À tona, novos contornos...

Brilhos, sombriados, texturas

E novamente aí estamos apaixonados

Se a verdade escorre do amor

O que sobra?

Mesmo que saibamos que ela é sempre relativa

No amor ela quer ter a força total

Não admite às meias

Mesmo que ela (a verdade) só nos venha assim.

 (em breve trarei uma história, um conto de amor, relativo ao texto acima, um abraço!)

 


 

Escrito por nelson barroso às 11h41
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