Viagens ao Inconsciente


01/07/2008


Você é uma mulher que eu convidaria para uma tarde de cinema no Cine Arte UFF. Três sessões inéditas a um preço promocional: dois reais cada. Depois, já a noite, poderíamos ir a um restaurante, jantar e tomar um bom vinho. Uma conversa sobre cinema, música, livros, que aconteça naturalmente, e que mesmo quando exagerada não nos produza algum incômodo silencioso. Nada que uma dose de bom humor e vinho não dissolva deliciosamente. Nas entrelinhas a sedução vai brincando de amor. Já a intimidade permitida não faz resistir aos toques, ainda tímidos, que o desejo salienta. Risadas francas, incontidas, um beijo e um longo carinho nas mãos. Olhos nos olhos não é mais clichê. O que parecia um romance, parecia um romance de verdade. Daqueles saídos da tela do cinema.

Escrito por nelson barroso às 18h31
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19/06/2008


teste

Escrito por nelson barroso às 13h39
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18/06/2008


corrói na solidão as coisas que trago no coração

na cara não

ainda preciso muito sério daquele sorriso

faz de conta

movimento

meu amor

moinho de vento

na palma da mão

na linha da vida

meu ninho

minha ilusão

e ainda trago no sorriso

um amor em cada vão

Escrito por nelson barroso às 15h43
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quase um plágio...

Olhar: domar a fé que falta

Não até um amor já sabido

Mas ao que pode até, se for

Do olhar, amor que o diga

 

Domado ao olhar já a fé

Cega de amor não mais falta

Por sabido que fosse até

Por dizê-lo disfarsa a lida

 

Decerto a certeza só me basta

Sabido amor no olhar carrego

Se triste a falta porque falta

Domá-la mesmo que cego

Escrito por nelson barroso às 15h40
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11/06/2008


SE EU TIVER UMA NAMORADA...

Tenho em minhas mãos a palavra com que penso te presentear

Em meu coração descompassado um sorriso feliz

Tenho a memória dos seus lábios nos meus

E no olhar o desejo...

Escrito por nelson barroso às 19h47
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06/05/2008


Como é mesmo que se pergunta

O que não se quer saber

O que só é saudade

O que só é querer

Como é mesmo que se anda

Num pensamento aflito

Como é que se costura a linha

O traço, o horizonte

Alguém pode me dizer da digestão

Da falta parada no estômago

Se alguém a vir por aí

Mando esse recado

Como é mesmo

 

Escrito por nelson barroso às 20h04
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24/04/2008


PORTAL

há quantas Anas me vieste amar

que flores partidas encontrou

encrustrada no olhar

tristeza

abri num sorriso um verso

e o mar se afastou

te refiz como um deus

amor

vento de areia corpos nús

e o movimento da montanha

respira o sol no horizonte

portal

bem por entre nossos sonhos

nos olhando de tocar

línguas que se entendem

amar

canta ana carolina

treme o amante das dunas

bebe entorpecida cajuína

nordestinar

 

 

(BARDOMEIO/DIASEGUINTE)

Chove na prata dos carros

Razões que não se justificam

Gestos modernos

Retro-visores

E no meio dos princípios

Amores

Luzes nas lojas-retinas

Olho - seu prefil contido

Brilho, baton, mulher

Inventa um outro

Sentido

Freio/ar/plasma/bluetooth

E lá no horizonte vejo seu futuro

E o meu? E o meu?

Contido nas palavras

A cama que não termina

Um telefone grudado ao tempo

Um toque sonâmbulo se afina

 

 

 

 

Escrito por nelson barroso às 13h25
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18/04/2008


quando meus olhos são apanhados

nesses dias semi-tério

e no outro fizer ver

um entre-terro

não assusto

solo acima algum canto

funesto riso de alegria

meus amigos espelhados

nem vêem meus dentes

nos aços

que mordo de amar

a cada dia

Escrito por nelson barroso às 18h45
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17/04/2008


exterco agora sou

mas

antes de morrer movia saber

por que concedeste amor?

agora, passas por mim

por dentro de mim

satisfeita flor

Escrito por nelson barroso às 13h37
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07/04/2008


"Agora podeis tratar-me como quiserdes, não sou feliz nem triste, humilde nem orgulhoso, não sou terrestre." (Cecília Meireles)

Escrito por nelson barroso às 20h56
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Até o ódio, quando nos visita é amoroso. Vencidos os percalços do amor cotidiano, engendramos uma convivência pacífica nos abstendo do sexo. No entanto, somos tomados por palavras que contornam a impossibilidade da relação, traçando um desenho generoso com os fantasmas mortos, que já não fazem ressuscitar mágoas. Dias passam, as vezes longos, outros voam mas não há riscos nos azulejos. Cada um cuida da sua vida sabendo-se cúmplice de uma história abortada em plena gestação. Esta versão feliz comportada da vida deve servir para alguma coisa. Talvez, pra construir uma casa. Comprar um carro. Acenda seu veneno. Poupe-me dos detalhes sórdidos. Talvez alguma música nasça no vento dos ouvidos. Sopro de um chão que se abre entre as pernas. Se tivéssemos tido um filho, outra história contaria. Mas, por ora, fica assim. Eu te telefono sempre.

Escrito por nelson barroso às 20h46
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01/04/2008


PROVO DO INVENTO QUE ARMO

INDO PRO AR QUE VENTO ANIMA

MODOEDIFICANDOAMOR

NA PROA CALADA ALADA MINHA

Escrito por nelson barroso às 20h30
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14/03/2008


Alguem falou em mudança?

2008 chegou pra mim como um turbilhão...as coisas estão acontecendo de uma forma incomum...não é nenhuma nova paixão - como sempre em mim - de me tirar o chão - desta vez é a vida fazendo um rebuliço danado. É como se eu tivesse tocado em algo de disparou! Depois de uma onde de tristeza, que durou até terminar o ano, foi uma coisa encadeada na outra. Amanhã estou mudando de casa!!! Estou indo para um lugar que tem plantas, pássaros, e o melhor, uma visinhança muito legal - amigos sensíveis e generosos. Quero agradecer a todos os amigos - virtuais ou não - que se fazem presente em minha vida, seja da forma que for, e comparlhar todos estes momentos de grande emoção que eu tenho vivido. MUITO OBRIGADO A TODOS!

Escrito por nelson barroso às 21h08
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10/03/2008


Um dia...vendi minha alma

Paralisado diante dos seus olhos percebia lábios se movendo, gestos de mãos, cabelos, e seu corpo. Quando desapareceu da cena, uma cascata de palavras toma o seu lugar e alguns sentidos tentam recuperar sua presença. No entorno, vozes alardeavam alguma coisa... Eu, estava cabeça-sobre-o-vão-olhando-lâmina-acima: Guilhotina, devia ser seu nome! Nunca o pronunciaria em vão, nem enquanto descia ao corte do umbigo.

Tudo posto, saí a passear. Vento no rosto, sol-água e um tempero-cheiro-gabrielamar. Nos lábios sem palavras - doce - seu sal. Um preço que cala toda voz - seu nome não deveria - ser - alma não se vende.

Escrito por nelson barroso às 18h21
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25/02/2008


MAIS COMEMORAÇÕES........ACABEI DE SER CONVOCADO PARA SER PROFESSOR DE PSICOLOGIA DO ESTADO DO RIO....2º LUGAR NO CONCURSO....VIVA!!!!! VENHAM.........ABRAÇOS A TODOS!!!

Escrito por nelson barroso às 11h30
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